Powered By Blogger

Eliestrela

Eliestrela

Membros

domingo, 14 de outubro de 2007

Fwd: A VISAO DE CADA UM...



A Visão de Cada Um

Dois homens, muito enfermos, ocupavam uma mesma enfermaria em um grande hospital.
 
Sua única comunicação com o mundo de fora era uma janela. Um deles tinha a sua cama perto da janela e, todos os dias, tinha permissão para se sentar em sua cama, por algumas horas. Tudo como parte do tratamento dos pulmões.
 
O outro, cuja cama ficava no lado oposto do pequeno cômodo ficava o dia todo deitado de barriga para cima.
 
Todas as tardes, quando o homem cuja cama ficava perto da janela era colocado sentado, ele passava a descrever para o companheiro de quarto o que havia lá fora.
 
Falava do grande parque, cheio de grama verde, de árvores frondosas e flores mais além, em canteiros bem cuidados. Descrevia o lago, onde havia patos e cisnes. Falava das crianças que jogavam migalhas de pão para as aves, e dos barcos de brinquedo que coloriam as tardes de verão.
 
Falava dos casais de namorados que passeavam de mãos dadas entre as árvores, dos jogos de bola muito disputados entre a criançada.
 
Dizia que bem além da linha das árvores, ele podia ver um pouco da cidade, o contorno dos altos prédios contra o azul do céu.
 
O homem deitado somente escutava e escutava. Houve um dia em que ouviu, preocupado, o caso de uma criança que quase caiu no lago, sendo salva a tempo por sua mãe.
 
Num outro dia, a descrição minuciosa foi a respeito dos lindos vestidos das moças que saudavam a primavera em flor.
 
O homem deitado quase podia ver o que o outro descrevia, tantos eram os detalhes e a emoção do companheiro sentado. E, aos poucos, foi se tomando de inveja.
 
Por que somente o outro, que ficava perto da janela, podia ter aquele prazer? Por que ele também não podia ter aquela mesma oportunidade?
 
Enquanto assim pensava, mais se envergonhava e, no entanto, não conseguia evitar que tais pensamentos o atormentassem.
 
Certa noite, enquanto estava ali olhando para o teto, como sempre, percebeu que o outro começou a passar mal. Acordou tossindo, parecendo sufocar.
 
Com desespero, o botão de emergência foi acionado. As enfermeiras correram. O médico veio. Nova aparelhagem respiratória foi providenciada, mas tudo em vão. O homem morreu.
 
Pela manhã, seu corpo sem vida foi retirado dali. Então, o homem que permanecia sempre deitado, pediu para que o colocassem na cama do outro, próximo da janela.
 
Logo que assim foi feito e a enfermeira saiu do quarto, ele fez um grande esforço, apoiou-se sobre o cotovelo, na tentativa de se erguer no leito.
 
A dor era intensa mas ele insistiu. Com muita dificuldade, ele olhou pela janela e viu...apenas um enorme, alto e feio muro de pedras nuas.
 
...............
 
A vida tem o colorido que a pessoa lhe dá. A paisagem se torna cinzenta ou plena de luz de acordo com as lentes de que se serve a pessoa para olhá-la.
 
Sofrer a enfermidade e se fechar na dor ou enfeitar de vivas cores o quadro que vive, é opção individual.
 
Há os que sofrem pouco e se desesperam, aumentando sua carga de dissabores, com as lentes escuras e sombrias de que se servem para contemplar tudo e todos.
 
Há os que sofrem muito e se dizem tranqüilos, padecendo serenos.
 

Equipe do site www.momento.com.br, com base em texto homônimo de autoria desconhecida.





--
Eliestrel@

--
Eliestrel@

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sejam Bem vindos ao meu Blog! Com Link para minha home no Xpg



http://www.acmespecialista.xpg.com.br/
Venham trocar idéias sobre os assuntos propostos
neste blog. Ficarei muito feliz com a participação de amigos internautas que
queiram participar e debater sadiamente assuntos especiais e de interesses
comuns relativos ao meu campo de trabalho e pesquisas.
Estarei aguardando muitas visitas.

Prof. Dr. Aires Carpinter Moreira

Prof. Dr. Aires Carpinter Moreira
Defesa de Tese

Banner

Arquivo do blog

Pesquisa AdSense

AdSense

Powered By Blogger

A hora da descontração.

Banner Zé bisteca

Se Deixares!


Se deixares...
Direi-te dos meus sonhos
Sobre muitos planos
Talvez até me recorde
Alguns que já esqueci
Direi-te das minhas incertezas
Muito mais das certezas
Direi por onde passei
De tudo que já vivi
Talvez queiras saber
Das muitas lágrimas que chorei
Das dores que escondi
Das saudades que guardei
Do amor ido; Que chorei
Dos caminhos traçados
Jamais caminhados

Se deixares...
Talvez nada disso direi
Vou falar-te do cheiro das flores
Do brilho das cores
A estrela mais bela entre tantas
Sobre o tempo e coisas banais
Deixando de lado os ais
Darei-te um sorriso
Contarei de amores bonitos
Farei-te uma festa
Ao som do violão uma seresta

Se deixares...
Nada direi talvez
Apenas deixarei que sintas
Meu olhar no teu
Meu peito arfante
O coração batendo descompassado
Deixando de lado o cuidado
Entregando-se ao calor de um abraço
Por tanto tempo esperado
Se Deixares...

By: Eliete A. S. Bezerra
"ELIESTREL@"

Gostou? Indique à um amigo.