Pelo sim... Pelo não....
Realmente é muito simples e fácil exercitar a cidadania empresarial através de ações que beneficiem tanto a sociedade como o meio ambiente.
E é isso que a Maternidade e Hospital da Criança, localizado no bairro do Jabaguara, na zona sul da capital paulista, está fazendo.
Desde junho passado, a maternidade já presenteou todas as 200 pacientes com uma muda de árvore, sendo sugerido aos pais que realizassem o plantio em homenagem ao filho recém nascido e como mais uma forma de conscientização e incentivo ao combate aos efeitos negativos dos gases de efeito estufa ( GEE), especialmente o dióxido de carbono ( CO2), que resultam no famigerado aquecimento global.
Parabéns! Uma nobre iniciativa que, inclusive, vem de encontro com recente pesquisa - elaborada pelo Instituto GFK Indicator, em parceria com a revista Consumidor Moderno - a qual indicou que, das pessoas entrevistadas, 78% delas se sentem muito responsáveis pela preservação ambiental.
Entretanto, o cientista australiano e integrante do web site The Australia Institute, Christian Downie, publicou recentemente artigo acusando governos e empresas de explorar a moda do plantio de árvores para evitar a necessidade de cortes reais e significativos nas emissões dos GEE.
Downie avalia que "o plantio de árvores é o tipo mais popular de compensação de carbono promovido na Austrália, mas, de fato, é o meio menos efetivo de se lidar com as mudanças climáticas" e sentencia "as evidências indicam que a compensação proveniente de Energia Renovável é mais concreta de todas, seguida por aquelas resultantes de Projetos de Eficiência Energética, ficando o florestamento em último lugar, em função do plantio de árvores não assegurar uma redução real, mensurável e permanente das emissões, porque cedo ou tarde, a floresta será derrubada, queimada ou destruída" .
Opinião semelhante tem o diretor-presidente do Instituto Akatu pelo o Consumo Consciente , Helio Mattar, partidário de que somente o ato de plantar árvores não é suficiente, pois "as árvores podem levar até 37 anos para crescer e consumir o CO2", mas uma Atitude Verde é bem vinda para se reduzir as próprias emissões de carbono.
Outra alternativa de impactos positivos de curto e médio prazo é começar dar preferência às empresas comprometidas com alguma causa social ou ambiental. Este tipo de opção mais consciente, já encontra respaldo em 37% dos consumidores brasileiros que, inclusive, declaram pagar até mais caro para adquirir produtos e serviços ecológica e socialmente responsável, como indica a Pesquisa nº 7 do Instituto Akatu.
Mas, sem dúvida alguma, necessitamos fazer algo! E, somente o somatário de atitudes mais conscientes e responsáveis, colocadas em prática por cidadãos e cidadãs, empresas e governos serão capazes de produzir efeitos sustentáveis, revertendo um quadro sombrio e trazendo benefícios para nossos filhos e netos.
Pelo sim... Pelo não... É preferível continuar o plantio de árvores, por que são elas a maneira mais natural de capturar o CO2.
E, se você também deseja plantar sua árvore mas não sabe nem por onde começar, conheça a iniciativa CLICK ÁRVORE da Fundação SOS Mata Atlântica que dá a oportunidade de colaborarmos com o meio ambiente, sem ao menos, precisar sujar as mãos de terra... Basta apenas um clique!
Saiba mais:
. FAÇA A SUA PARTE (dicas do WWF-Brasil)
. O Papel das Florestas
. O que é Consumo Consciente?
. Os 12 Princípios do Consumidor Consciente
. Guia do Consumidor Consciente
. Ambientalista americano diz que consumismo não traz felicidade
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Eliestrel@


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